sexta-feira, 11 de maio de 2018

CHAMUSCA: PINTO E DIAS GOMES ROÇARAM O TRIUNFO…


Por: Catarina Bexiga

Quinta-feira de Ascensão na Chamusca. Ambiente único nas ruas. E a merecer mais público nas bancadas da quase centenária praça de toiros. Da tarde de ontem, guardo as actuações dos dois toureiros mais jovens do cartel… a roçar o triunfo!

Duarte Pinto voltou a deixar “selo” das suas capacidades, sobretudo no último do seu lote. Com o segundo da tarde, montado no “Cesário” de curtos, apenas cumpriu. Pode fazer melhor. Se tem pisado um pouco mais os terrenos do Prudêncio, as sortes teriam outro impacto. Porém, com o quinto, montado no “Espectáculo” apontou e com o “Visconde” entendeu o toiro, viu-se intencionalidade no seu toureio, cravando três curtos bons, os melhores da tarde! Na minha opinião, merecia o prémio!

Luís Rouxinol defendeu a seu estatuto com as armas habituais. A sua primeira actuação (com o Girassol) resultou intermitente; e com o quarto (montado no Douro) andou vistoso, tirando partido do toureio de cercanias. Levou para casa o prémio "Dr. João Duque".

Os toiros de Prudêncio serviam para triunfos maiores. Foram todos colaboradores. O 1.º, 2.º e 4.º, mais fáceis; o 3.º, mesmo com ligeira querença nos tércios, não complicou…

Tarde de competição entre os dois grupos da terra, com atitudes que merecem ficar registadas. Pelos Amadores da Chamusca pegaram Luís Isidro à segunda tentativa, despedindo-se das arenas, e Bernardo Borges à primeira, na pega mais homogénea da tarde e merecedora do prémio "Eng. Jorge Duque". Pelo Aposento da Chamusca concretizaram João Saraiva à primeira tentativa e Francisco Andrade à terceira. Na sua última volta à arena, o forcado Luís Isidro também foi reconhecido pelo grupo “rival”, especialmente por parte de ex-cabo Tiago Prestes e do actual Pedro Coelho dos Reis. Gravei o gesto.

Manuel Dias Gomes recebeu superiormente de capote os seus dois toiros. Com elegância. Com suavidade. O seu lote revelou-se díspar de comportamento. O seu primeiro prometeu, mas chegou à muleta a “puntear los vuelos”. O toureiro andou esforçado. O seu segundo teve melhor condição, e Manuel Dias Gomes procurou a estética, mais que a emoção. À faena faltou um pouco de ritmo, mas houve muletazos autênticos, de cartel!

Fotos: Pedro Batalha