segunda-feira, 15 de maio de 2017

SALVATERRA DE MAGOS: ANTÓNIO FEZ-NOS SENTIR AINDA MAIS PORTUGUESES...

Salvaterra de Magos, 14 de Maio 2017
Por: Catarina Bexiga 

Sentir Portugal. Sentir a nossa terra. Sentir a nossa identidade. Somos um país pequeno, mas com gente grande. Unicamente, precisamos de motivos – como os do último fim-de-semana – para nos sentirmos orgulhosos! Depois de todas as alegrias vividas, só faltava o triunfo do Toureio a Cavalo à Portuguesa para nos completar. E eis que apareceu António Ribeiro Telles!

A actuação do Maestro da Torrinha, com o toiro de Murteira Grave – justo vencedor dos prémios bravura e apresentação do Concurso de Ganadarias – fez-nos sentir ainda mais portugueses. O toiro teve várias virtudes. Ao segundo comprido arrancou-se com prontidão para o cavalo, o que voltou a fazer, mantendo um bom tranco até ao fim. Faltou-lhe apenas mais fijeza nos cites. Depois de apontar os compridos no “Embuçado”, António apareceu montado no “Alcochete” para exaltar a nossa história. Conhecedor dos terrenos e das distâncias que o toiro exigia, preparou as sortes com critério, ligação, torería… e a actuação foi crescendo de entusiasmo à medida que se acoplava, cada vez melhor, às investidas de “Pajaro Azul”, ferrado com o n.º 16. O terceiro, quarto e quinto curto foram um deleite para os aficionados. Para os portugueses! Duas voltas à arena premiaram a obra.

Com o Miura que abriu o Concurso, António Telles esteve diligente; por outro lado, as actuações de Filipe Gonçalves e Francisco Palha ficaram marcadas pela falta de consistência do toureio de ambos. No entanto, é justo mencionar que Palha recebeu à gaiola, com mérito, o seu primeiro; e que Gonçalves cravou um grande terceiro curto também no seu primeiro.

Resultado do Concurso de Ganadarias: Miura (reservado, sem acusar o castigo); Palha (investiu sem humilhar e raspou); Veiga Teixeira (cumpriu, com reservas); Grave (pronto e alegre, faltou fijeza nos cites); António Silva (cumpriu, mas por vezes andarillo); Fernandes de Castro (manso, a negar-se à peleja).

A tarde revelou-se exigente para os homens da jaqueta de ramagens. Pelos Amadores de Santarém (no dia em que se prestava homenagem a um dos seus, João Ramalho) pegaram João Grave à quinta tentativa, Ruben Geovetti à segunda e Francisco Graciosa à primeira, na pega da tarde, como recompensa pela dura tarefa dos seus anteriores colegas. Também os Amadores de Lisboa responderam com valor. Concretizaram Duarte Mira depois de dobrar Vitor Epifânio; Pedro Gil à segunda e João Varandas também à segunda.