sábado, 2 de setembro de 2017

ONDE ESTÁ A NOSSA VERGONHA?
Por: Catarina Bexiga

A Arte é Universal, mas tem características próprias de cada país, de cada região, de cada cidade. Tal como já escrevi várias vezes, a Arte de Tourear a Cavalo é verdadeiramente portuguesa. É uma tradição transferida de geração para geração, construída ao longo dos séculos e aperfeiçoada no decorrer dos últimos 100 anos. Que nos deu reputação. Que nos deu crédito. Inclusivamente, além fronteiras. Falar de Portugal no que toca ao Toureio a Cavalo é falar da Pátria do Toureio a Cavalo.

Quem me conhece, sabe que “dou a cara” pelo nosso Toureio e que procuro, insistentemente, ter argumentos para o defender e promover. Conheço a nossa história e sei do que falo. Desde que surgiram as primeiras “alternativas espanholas” que vim a público condená-las. E faço-o, porque não quero ser conivente com uma situação que reprovo a 100 %. Pensei que tinham ganho vergonha, que se tinham orgulhado do sangue português que lhes corre nas veias, mas enganei-me… Depois das seis “alternativas espanholas” que mancharam a nossa história (João Moura Jr., Paulo Jorge Santos, Manuel Caetano, Marco José, Manuel Lupi e João Telles Jr.) ontem, em Mérida, Filipe Gonçalves tomou a alternativa (?) das mãos de Diego Ventura. Uma enorme falta de respeito, uma enorme falta de ética. Sabem o que significam estas duas palavras? Conhecem a nossa história? Ver um homem de casaca e tricórnio tomar uma “alternativa” em Espanha – que não é válida – serve para quê?

Que pena que tenhamos chegado a este ponto…

Foto publicada no facebook de Diego Ventura.

Quem me conhece, sabe que “dou a cara” pelo nosso Toureio e que procuro, insistentemente, ter argumentos para o defender e promover. Conheço a nossa história e sei do que falo. Desde que surgiram as primeiras “alternativas espanholas” que vim a público condená-las. E faço-o, porque não quero ser conivente com uma situação que reprovo a 100 %. Pensei que tinham ganho vergonha, que se tinham orgulhado do sangue português que lhes corre nas veias, mas enganei-me… Depois das seis “alternativas espanholas” que mancharam a nossa história (João Moura Jr., Paulo Jorge Santos, Manuel Caetano, Marco José, Manuel Lupi e João Telles Jr.) ontem, em Mérida, Filipe Gonçalves tomou a alternativa (?) das mãos de Diego Ventura. Uma enorme falta de respeito, uma enorme falta de ética. Sabem o que significam estas duas palavras? Conhecem a nossa história? Ver um homem de casaca e tricórnio tomar uma “alternativa” em Espanha – que não é válida – serve para quê? 
Que pena que tenhamos chegado a este ponto… 


Foto publicada no facebook de Diego Ventura.