quarta-feira, 13 de setembro de 2017

1.ª DA FEIRA DA MOITA: O TEMPLE DE CASTELLA…

Moita, 12 de Setembro 2017
Por: Catarina Bexiga

Sebastian Castella argumentou na “Daniel do Nascimento” o seu toureio templado. Aquele que não está ao alcance de todos! Um dom natural, que todos anseiam, todos procuram, mas nem todos nascem com ele. Os toiros de Paulo Caetano careceram de trapio para uma praça de toiros de primeira categoria, como a da Moita, e para uma das Feiras Taurinas mais importantes do país. Ao primeiro de Castella faltou importância. Nos derechazos iniciais, o francês mimou as investidas, templando-as, aproveitou a sua bondade, mas depois a falta de raça fez com que as intenções se diluíssem. Castella manteve a mesma atitude com o segundo. Na fase inicial da faena, ergueu como bandeira, a quietude; e pelo pitón direito, com o toiro a investir com mais som, conseguiu bons muletazos, templadíssimos, a gosto, a sabor, fazendo-nos sentir o mesmo. De capote, o saludo capotero, em ambos do lote, teve eco. Relevo para o quite de tafalleras no primeiro e para as chicuelinas no segundo.

O novilheiro Joaquim Ribeiro “Cuqui” levava no esportón a entrega e a disposição que quem precisa de definir a sua vida. Não ajudaram as investidas rebrincadas do seu primeiro, como não ajudou o vento, mas com animo o novilheiro superou as adversidades. Melhores condições teve o segundo do seu lote, mas também mais exigente foram as investidas. A espaços, encontrou-se, mas sem romper em definitivo. Fábio Machado, Claúdio Miguel e João Ferreira brilharam no tercio de bandarilhas.

A cavalo actuaram Rouxinol pai e filho. Ao primeiro tocou um Palha complicado, mas com ofício o veterano cavaleiro resolveu a tarefa; ao mais novo da dinastia, tocou um colaborador Oliveira Irmãos, que aproveitando a “buena-racha” que atravessa – montado no “Amoroso” – soube construir uma actuação vibrante e vistosa.


Pelos Amadores da Moita pegaram Fábio Silva à primeira e Luís Lourenço à segunda. 

Foto: João Silva