domingo, 29 de outubro de 2017

AZAMBUJA: COM O “ALTO PATROCÍNIO RENNIE”…

Azambuja, 28 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

De novo, quatro horas de tourada. Entre cortesias, homenagens, voltas para todos, etc., etc., etc… Pouco interesse. Pouco ritmo. Pouca noção de tudo. Um enjoo! Começo a achar que não há volta a dar. Os vícios estão instalados. As mentalidades igual. Embora os erros estejam detectados, repetem-se hoje, repetem-se amanhã, repetem-se depois de amanhã. Os aficionados resistentes (cada vez menos) começam a perder a defesa, e o público anda completamente “à deriva”. Acham que um espectáculo com quatro horas de duração, pouco interesse e pouca qualidade, consegue sobreviver?

A actuação de Rui Salvador resultou modesta; Luís Rouxinol andou em “versão popular”; Ana Batista intermitente; Manuel Telles Bastos resoluto; e a praticante Soraia Costa viu-se aflita para encontrar soluções com o pior do curro da Herdade de Camarate. Cinco toiros díspares de apresentação, sem entrega os três primeiros, manso em tábuas o quarto e manso de lei o quinto.

As melhores recordações da longa tarde deixou-as o toureio a pé. De Manuel Dias Gomes, o saludo capotero com que recebeu o exemplar de Calejo Pires e uma serie de naturais, largos e a gosto. De Rui Jardim – que prestava provas para novilheiro praticante – a tranquilidade com que encarou o compromisso com um novilho de João Ramalho, imprimindo ao seu toureio disposição (foi à porta gaiola) e variedade, mas também recursos com que surpreendeu.

A comemorar 50 anos de existência, os Amadores de Azambuja fardaram muitos forcados de várias gerações, oportunidade para pegarem “novos” e “velhos” elementos, numa tarde de convívio, mas também de algumas limitações na hora de se colocarem frente ao toiro.


E passaram quatro horas… Grande enjoo. Uma tourada que bem poderia ter o “Alto Patrocínio Rennier”…

Foto: João Silva / Sol e Sombra