segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Lisboa: Padilla, o novo ídolo de Portugal. Dias Gomes agigantou-se!

L
Lisboa, 29 de Setembro 2016
Por: Catarina Bexiga

Foi uma noite de emoções diferentes. E a Festa de Toiros em Portugal precisa delas. O matador de toiros Juan José "Padilla" tornou-se um fenómeno de grande aceitação junto do público português, e a verdade é que quase conseguiu encher a praça de toiros do Campo Pequeno – junto com Finito de Córdoba e Manuel Dias Gomes – numa época em que o toureio a pé no nosso país está moribundo. Há muito que não vi-a tanta entrega, tanto entusiasmo em redor de um toureiro. A prova foi a apoteótica saída em ombros do diestro jerezano, com o público a gritar Toureiro! Toureiro! Toureiro!

Finito de Córdoba derramou torería pela arena. Na forma de estar, na forma de andar... enfim, em tudo! A espaços encontrou-se consigo próprio e deixou marcas da sua particular maneira de sentir o toureio.

Juan José Padilla foi no Campo Pequeno o que o faz um toureiro popular. Variado na concepção. Vibrante na interpretação. Sabe o que o público português gosta. Deu duas voltas no seu primeiro e três no último. 

Manuel Dias Gomes assinou em Lisboa – porventura – uma das melhores faenas da sua vida. O sexto da noite teve várias virtudes, investiu com classe, e Dias Gomes soube estar à sua altura. Sentiu-se toureiro. Sentiu-se a gosto. Disfrutou e fez-nos disfrutar. 

Merece uma palavra de louvor a quadrilha de portugueses, composta por Joaquim Oliveira, Cláudio Miguel e João Ferreira. Cumpriram, ambos os tércios de bandarilhas, superiormente e foram convidados a agradecer a ovação que o público lhes tributou. 
O curro de Manuel Veiga foi parte fundamental para o êxito da noite. Excepto o terceiro, os restantes tiveram qualidade, com destaque para o quinto e, essencialmente, o sexto. O ganadero foi chamado duas vezes à arena.