domingo, 19 de junho de 2016

LISBOA E ALCOCHETE: A MESMA SENSAÇÃO

Lisboa, 16 de Junho /Alcochete, 17 de Junho 2016
Por: Catarina Bexiga

Hoje junto no mesmo apontamento algumas considerações sobre as corridas de Lisboa e Alcochete, porque de ambas trouxe a mesma sensação: a afirmação da imagem do Forcado e a reputação do Rejoneo na Pátria do Toureio a Cavalo.

LISBOA. Grande noite dos Amadores de Vila Franca de Xira na praça de toiros da capital. Uma história defendida com orgulho por todo o grupo. Um curro sério de Canas Vigouroux e seis forcados de cara com a mesma grandeza: Ricardo Castelo, Francisco Faria, Rui Godinho, Vasco Pereira, Ricardo Patusco e David Moreira.

Embalado pelo triunfo de Madrid, o rejoneador Andy Cartagena chegou a Lisboa avisado de que estava na Pátria do Toureio a Cavalo. E ainda que fiel à sua personalidade, foi o autor do toureio mais intencional da noite. Revelou noções dos terrenos e das distâncias e de forma simples fez com que dele nos dessemos conta.

Rui Salvador teve uma passagem paupérrima por Lisboa e João Telles Jr. praticou um toureio que nem sempre foi ao encontro do exigido pelos toiros.

ALCOCHETE. Noite de emoções fortes, com a despedida de um dos forcados mais importantes dos últimos tempos: Vasco Pinto, dos Amadores de Alcochete. Um forcado com maiúsculas. Pegaram ainda Manuel Pinto, António Manuel Cardoso “Néné”, Nuno Santana (o novo cabo) superiormente ajudado por João Pedro Bolota, Carlos Dias e Estevão Oleiro.

O rejoneador Diego Ventura teve em Alcochete uma noite memorável. Sobretudo quando montou Sueño. O seu toureio teve ligação, variedade, impacto. E beleza! Ninguém pode ficar indiferente às capacidades de um cavalo que está a marcar a actualidade. Grande noite!

Luís Rouxinol praticou um toureio “descaracterizado” em si e João Moura Caetano apenas convenceu no último do festejo. Os toiros (Paulo Caetano e Guiomar Moura), saíram nobres e fáceis, para que todos pudessem triunfar, mas… Para defender a Pátria do Toureio a Cavalo começa-me a faltar argumentos… Merece uma reflexão!

Foto: João Silva