sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

OS CAVALOS NOVOS DE... Marcelo Mendes


Prestes a cumprir seis anos de Alternativa, Marcelo Mendes tem construído a sua carreira com dedicação e persistência. Com a experiência que o tempo lhe tem concedido - agora com renovada motivação pela parceria Tauroleve/Ernesto Manuel - apresenta-nos hoje dois cavalos novos com vista à temporada de 2017…



FERROLHO, 7 anos, Ferro: Quinta da Amorosa

Opinião de Marcelo Mendes: “É um cavalo que recentemente adquiri ao meu amigo Luis Filipe Oliveira, é irmão de pai do Girassol, cavalo que tenho na minha quadra desde a época passada, ambos filhos do Zorba (quina), e neto, pela mãe do célebre Raio, do mestre José João Zoio. O Ferrolho tem um feitio complicado, não é um cavalo fácil no trabalho de picadeiro, talvez por ser demasiado fino, o que o torna por vezes inconstante no ensino. Nas vacas parece-me precisamente o contrário, muito seguro, concentrado, permite uma viagem recta, e deixa carregar a sorte no último momento. É dos cavalos novos aquele em que tenho maior esperança, e espero que nos touros, e em praça tenha as prestações que tem tido nos treinos.


GÉNIO, 6 anos, Ferro: Mário Neto. 

Opinião de Marcelo Mendes: “É um cavalo muito generoso, e com grande capacidade de aprendizagem, quando solto com as vacas é impressionante a forma como se recria, e se usa da sua elasticidade. Nele também depósito muita esperança para esta temporada.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OS CAVALOS NOVOS DE... Luís Rouxinol





Como líder do escalafón, Luís Rouxinol tem uma preocupação constante em manter o nível da sua quadra. Para a temporada 2017, em que comemora 30 anos de Alternativa, e com importantes desafios pela frente, o cavaleiro de Pegões preparou três novos cavalos, que hoje damos a conhecer…




GLORIOSO. Ferro Luis Rouxinol, 6 anos, Lusitano.

Opinião de Luís Rouxinol: “É um cavalo que é filho do Ulisses, tem muita habilidade, é um cavalo vistoso, com bom andamento, dobra-se muito bem por ambos os lados. Tenho esperança que seja um cavalo muito importante no tércio de Saída.”



GALEGO. Ferro Coudelaria Terras Baixas do Mondego, 6 anos, Cruzado de Português. 

Opinião de Luís Rouxinol: “É um cavalo que adquiri recentemente. É muito forte fisicamente. É um cavalo que deposito muita esperança, pela sua expressividade, pela sua classe e pela sua habilidade. Pode ser um cavalo muito importante na minha quadra em ambos os tércios.”




HERÓI. Ferro Luís Rouxinol, 5 anos, Luso-Árabe.

Opinião de Luís Rouxinol: “É um cavalo que é filho do Antoñete. Este é o cavalo em que mais esperança deposito. Pode ser um cavalo que pode marcar a diferença pela sua verdade, pela maneira que ataca a cara do oponente e pela maneira com que exprime a sua habilidade.”

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BULLFEST: "ABRIR AS PORTAS" AO MUNDO GLOBAL...

Lisboa, 18 de Fevereiro 2017
Por: Catarina Bexiga

O Bullfest nasceu com a intenção de “abrir as portas” ao mundo global, promovendo a Tauromaquia como manifestação cultural enraizada na sociedade portuguesa.  Reconheço valor e mérito à ideia. Congratulei-me com a presença dos mais novos, pelo entusiasmo com que viveram todas as actividades, como se naquela hora o mundo estivesse a olhar para eles; como se naquela hora se sentissem enfundados num precioso terno “tabaco y oro”; como se naquela hora o público gritasse eufóricos “olés” e, no fim, levasse-os em ombros pela porta grande com a mesma emoção com que vimos, recentemente, acontecer com  Juan José Padilla. Os olhos de todas aquelas crianças brilhavam e acredito que para casa transportaram o coração cheio de sonhos… 

Reconheço valor e mérito ao conceito, mas… Partindo do princípio que é preciso “conservar” os que cá estão – verdadeiro sustento do espectáculo - e criar aliciantes para os que se possam tornar aficionados,  a ideia de recuperar as lides a duo, no Festival Taurino de Sábado à tarde, pareceu-me, completamente, caduca. Excepto dois ferros de Francisco Palha – o único que marcou a diferença – no meio de tantas voltas e voltinhas, as actuações dos nossos cavaleiros careceram de interesse para quem quer que fosse. No livro das recordações, ficou a pega de Hugo Figueira (Redondo) superiormente ajudado por Pedro Coelho dos Reis (Aposento da Chamusca);  a espaços a presença dos matadores de toiros “El Fandi”, António João Ferreira e Manuel Dias Gomes; e ainda a emoção reavida pelos recortadores do grupo ArteLusa.

Considerações à parte, em prol da defesa da Tauromaquia, o Festival Taurino merecia muito mais público… Os que esgotam as bancadas para ver Pablo e Ventura – e que presumem a sua afición – também lá deveriam ter ido. Porque o “amor” à Tauromaquia  não se pode resumir a dois nomes…


Da “oferta” taurina, o grande destaque vai para a apresentação do documentário “Torrinha, de corpo e alma”, da realizadora francesa Jennifer Ajuriaguerra. Um documentário que retracta a obra deixada por Mestre David Ribeiro Telles.  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

OS CAVALOS NOVOS DE... David Gomes

Depois de um percurso glorioso na Equitação de Trabalho, a afición de David Gomes levou-o a debutar nas arenas em 2011 na Figueira da Foz; e um ano depois a prestar provas para Praticante em Arronches. Daí para a frente, a sua carreira tem sido dividida entre Portugal e Espanha, mas a dedicação ao cavalo continua a ocupar um lugar privilegiado no seu dia-a-dia. Preparado para tomar a Alternativa, hoje damos a conhecer os três cavalos novos que juntou para a temporada 2017. 


FALCÃO. Ferro: Pereira Mota

Opinião de David Gomes: “O Falcão é um Puro-Sangue-Lusitano com 7 anos, seguramente um cavalo com aptidão para o tércio de bandarilhas por ser bastante vibrante e chegar facilmente ao público.




FINÓRIO. Ferro: Fernandes Antunes

Opinião de David Gomes: “O Finório é um Puro-Sangue-Lusitano e também tem 7 anos, poderá servir para o tércio de bandarilhas ou de saída, tem tido um grande desempenho perante as vacas nos treinos.










HERÓI. Ferro Carlos Parente

Opinião de David Gomes: “O Herói também é um Puro-Sangue-Lusitano de 5 anos, será um cavalo de saída para parar os touros, uma vez que galopa muito bem e é muito seguro.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

OS CAVALOS NOVOS DE... Rouxinol JR.


Luís Rouxinol Jr. foi o praticante que mais toureou na última temporada – um total de 25 festejos - e a passagem para o escalafón profissional acontecerá em 2007. Ciente da responsabilidade do compromisso, passou o Inverno a preparar novas montadas, e este ano acrescenta à sua conhecida quadra, estes quatro cavalos novos, que hoje damos a conhecer:

GÁBIRU. Idade - 6anos. Ferro - Antonio Paim. Raça - Lusitano.
Opinião de Luís Rouxinol Jr: “É um cavalo que certamente me vai acompnhar muito este ano , é um cavalo de saída bastante seguro , já toureou 3 vezes com o meu pai no passado ano, e este ano irei tira-lo logo nos primeiros festejos . Dobra-se muito bem, é expressivo, tem habilidade e tem bom andamento. Tenho muita esperança neste cavalo. “

GALHO DA ESPADANEIRA. Idade - 6 anos. Ferro - António Manuel Soares Campos. Raça - Lusitano.
Opinião de Luís Rouxinol Jr: “É um cavalo que penso que terá bastante público e certamente será utilizado frequentemente esta temporada . Será um cavalo de curtos, é expressivo, tem habilidade e está arranjado. Irá ser utilizado nos primeiros festejos da temporada.”

HIDALGO. Idade- 5 anos. Ferro - Luís Rouxinol. Raça - Lusitano.
Opinião de Luís Rouxinol Jr: “É um cavalo que é filho do Ulisses. Tenho muita esperança neste cavalo, tem muita habilidade, é muito expressivo, faz-nos lembrar o pai no seu começo. Será um cavalo para ser estreado a meio da temporada. Penso que pode marcar a diferença.”

HÁBIL. Idade - 5 anos. Ferro - Jaime Boavista. Raça - Cruzado Português .
Opinião de Luís Rouxinol Jr: “É um cavalo muito vistoso , que terá muita praça. Tem muito jeito e tem muita vibração. Tenho Fé que este cavalo possa vir a ter um papel importante na minha quadra. Será estreado para meados da temporada.”

HÉLDER MILHEIRO FALA SOBRE O BULLFEST

Anunciado para o próximo Sábado, o BULLFEST pretende posicionar a Tauromaquia onde ela merece estar, como manifestação cultural enraizada na sociedade portuguesa. O evento partiu da PROTOIRO, e nós estivemos à conversa com Hélder Milheiro...
Por: Catarina Bexiga
Falar de Toiros – O Bullfest – Festival de Cultura Portuguesa – nasceu com que intenção?
Helder Milheiro - A tauromaquia é uma manifestação cultural bem enraizada na sociedade portuguesa. Para nós, sempre foi óbvia a ligação com outras formas de cultura, como a música, a dança, a fotografia ou o cinema. Percebemos que não é assim tão claro para toda a gente, e resolvemos fazer um festival que mostrasse bem a abertura. Por outro lado, temos sentido muita curiosidade nas novas gerações, e esta é uma forma de nos darmos a conhecer, numa celebração dos nossos valores e do que fazemos.
FT – Sendo um evento que pretende reunir várias áreas da Cultura Portuguesa, entende as críticas que têm surgido ao nome Bullfest?
HM - A nossa história portuguesa é uma história de cruzamento de experiências, e de abertura. Fomos navegadores, aprendemos palavras novas e demos palavras novas ao mundo. No actual contexto, com a afluência massiva de turismo, somos nós também a aprender e apreender conceitos. Com o nome Bullfest, quisemos mostrar que nos abrimos a novos públicos, mantendo-nos fiéis ao que somos. Mostrar a cultura portuguesa mas com uma visão global.
FT – Quem tiver oportunidade de passar o dia no Campo Pequeno, que cenário e que atractivos vai encontrar?
HM - As actividades são muitas e muito variadas. Logo pelas dez da manhã, arrancam as animações infantis, com insufláveis, pinturas faciais e teatrinho de D.Roberto. Na arena, o graffiter Vile, de Vila Franca de Xira, estará a pintar uma tela alusiva ao tema do BULLFEST. Ao meio dia, temos a estreia nacional do documentário Torrinha, um belíssimo filme de uma realizadora francesa sobre a herança cultural de Mestre David Ribeiro Telles. Há também espaço para baptismos equestres. Da parte da tarde, teremos um concerto de Fado mais intimista por José da Câmara e Matilde Cid, e uma actuação do grupo de Cantar Alentejano de Ourique. Em vários momentos do dia, vamos ter demonstrações tauromáquicas, explicando as técnicas e arte. Alem disso, pelas 14h, teremos uma aula de toureio de salão aberta a todos os que queiram aprender os rudimentos do toureio e das pegas. No final do dia, pelas 17 horas, teremos o festival taurino, com nomes nacionais e internacionais com Rui Salvador, Luis Rouxinol, Filipe Gonçalvel, Manel Manzanares, Manuel Telles Bastos e Francisco Palha, nas lides partilhadas a cavalo. A pé teremos el Fandi, antónio João Ferreira e Manuel Dias Gomes. Teremos um grupo de forcados inédito composto por 36 cabos, liderados pelo cabo de Santarém, João Grave, o grupo mais antigo. Para fechar o festival teremos ainda a actuação dos recortadores portugueses da Arte Lusa, que vão ser uma grande surpresa.
Queria ainda destacar a Semana da Carne de Toiro Bravo, que decorre de 16 a 23 de Fevereiro no Rubro, Volapie e Carnalentejana, restaurantes do Campo Pequeno, que nesta semana vão disponibilizar pratos com esta carne gourmet e desconhecida de muitos, mas que é uma verdadeira iguaria nacional a descobrir.
FT – Do Bullfest faz parte um Festival Taurino. Qual foi a receptividade que sentiram da parte dos toureiros e ganaderos para a participação no mesmo?
HM - Felizmente encontramos muitas pessoas receptivas e que entenderam a importância deste dia e deste evento para a defesa e promoção da Festa, colaborando de forma generosa e abnegada, pois o Festival é a favor da Protoiro, para potenciar a sua actividade. É uma causa de todos e de toda a Tauromaquia portuguesa.
FT – Os lucros do espectáculo revertem a favor da Protoiro. Quais são as necessidades prioritárias que justificam a aplicação dessa verba?
HM - A Protoiro tem uma acção contínua ao longo dos anos de defesa da festa. Esse trabalho é público, por exemplo nos meios de comunicação social, mas também é discreto, quando assim tem de ser. Muitas vezes, somos confrontados com dados e noticias falsas e distorcidas sobre a tauromaquia. O nosso objectivo é continuarmos o trabalho com estudos sólidos e bem fundados que nos permitam apresentar publicamente a realidade deste mundo, com números e factos atestados por entidades idóneas e credíveis. Estes estudos são caros, e queremos poder garantir o melhor para a defesa da Festa. Alem disso, estamos já numa forte aposta na promoção da tauromaquia e queremos continuar a desenvolver essa aposta.
FT – Acredita que este evento vai “fazer” novos aficionados?
HM - Temos a confirmação que sim. Já tivemos vários contactos de pessoas que nos disseram que irão pela primeira vez a um evento taurino e, muitos outros, que é a primeira vez que vão levar os filhos. Temos a certeza que já estamos a fazer aficionados.

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