quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VILA FRANCA: NOITE DE SERIEDADE E EXIGÊNCIA. E ANTÓNIO PRATES A MARCAR A DIFERENÇA!

Por: Catarina Bexiga

Não há como a Palha Blanco. Em seriedade e exigência. Ontem, fez-se silêncio até para se ver tourear a cavalo (coisa rara entre nós!); um silêncio que pode parecer duro, mas que, no fundo, é o silêncio do respeito. Um ambiente pouco querido dos nossos cavaleiros, mas que só dá grandeza ao espectáculo e a quem se sabe superar na Palha Blanco. Porque nos grandes palcos as palmas não se pedem, conquistam-se. E assim é em Vila Franca. Ontem, não houve toiros de “passerelle”; houve um curro de Veiga Teixeira sério e exigente que colocou a todos à prova. Sem excepção.

À arena saíram seis exemplares rematados, todos com cinco anos ou à beira de os cumprir, sendo merecida uma palavra de enaltecimento ao empresário Bernardo Alexandre, pela importância que quis aportar à Feira de Outubro nos seus dois espectáculos.

João Salgueiro teve duas actuações diferentes em mérito. Na primeira um mérito enorme, porque o Veiga Teixeira media, esperava, arreava… um “tio” para mandar qualquer um para casa. E Salgueiro “puxou dos galões”. Não foi uma actuação brilhante, mas foi uma actuação de superação. De valor. Com o segundo, as dificuldades foram menores, mas a actuação muito mais discreta.

João Moura Jr. também assinou duas actuações distintas. Com o seu primeiro de Veiga Teixeira (distraído e indiferente) limitou-se a cravar os ferros; mas com o seu segundo, com mais vontade de investir (um bom toiro merecedor da chamada à arena do maioral) e mais apto ao seu conceito, colocou em prática o habitual toureio de praça a praça, viagens vibrantes (mas enganosas) e reuniões na paralela.

Os ferros da noite foram da autoria de António Prates. E esta foi a vez que vi o cavaleiro de Vendas Novas mais maduro e mais toureiro. Só tenho pena que não tenha o seu conceito totalmente definido. Porque foi um “Prates” no primeiro toiro e outro “Prates” no segundo. E o que vi no primeiro merece ser valorizado e elogiado. Montado no Fantástico, marcou a diferença na disposição e em muitos detalhes, para depois voltar a marcar também a diferença na forma como provocou o toiro e como cravou com impacto. Com o segundo do seu lote, manteve a atitude, mas mudou de conceito.

Grande noite tiveram os Amadores de Vila Franca. Pois é com toiros como os de Veiga Teixeira desta noite que se vê quem são os FORCADOS com maiúsculas. Noite de mudança de cabo e passagem de testemunho de Vasco Pereira para Rodrigo Dotti. Foram Caras Rodrigo Andrade à primeira tentativa, Lucas Gonçalves à segunda, Vasco Pereira à primeira, Vasco Carvalho à segunda, Guilherme Dotti apenas à quarta e Rodrigo Camilo à primeira. Como primeiro-ajuda, o novo cabo, Rodrigo Dotti, esteve enorme. Mais uma noite bonita para a história dos Amadores de Vila Franca.

Termino como comecei: Não há como a Palha Blanco. Em seriedade e exigência!

FOTO: PEDRO BATALHA

VILA FRANCA: TARDE DE SERIEDADE E COMPROMISSO

Por: Catarina Bexiga

Tarde de seriedade. Tarde de compromisso. Para mim, as duas palavras que melhor definem o que se sentiu, ontem, na centenária Palha Blanco. E quando assim acontece, todos ficamos a ganhar!

Para o Toureio a Cavalo saíram três grandes toiros (dois sorteados e um sobrero) de Murteira Grave. Três toiros diferentes, mas cada um deles com muitas virtudes. O primeiro teve mobilidade e cadência; o segundo empurrou e transmitiu (merecida a chamada à arena da ganadera); e o terceiro (sobrero), um outro exemplar oriundo da Galeana com muita qualidade . Dos dois Sommer d’Andrade resenhados, ambos com mais de 700 Kg, apenas se lidou um, que embora acompanhasse os cavalos, no momento do ferro esperava e atravessava-se ligeiramente.

Cientes de que estavam na Palha Blanco, Miguel Moura e Tristão Ribeiro Telles “não deixaram os seus créditos por mãos alheias”. Em ambos do lote, Miguel Moura colocou em prática o mesmo conceito, mas foi com o primeiro toiro de Murteira Grave que conseguiu a sua melhor actuação. Montado no “Juventus”, os ferros resultaram correctos, mas careceram de impacto; e foi nos remates que mais empolgou, ladeando com cingimento, sempre com o toiro cozido ao cavalo junto ao estribo. Com o de Sommer d’Andrade, Tristão não se sentiu confortável (e teve motivos para isso); mas o destinou compensou-o com um grande toiro de Murteira Grave. Montado no “Formigo”, cresceu como toureiro, veio a mais, colocando disposição em tudo o que fez e terminando com dois ferros de muito mérito.

Tarde de superação para os dois grupos em praça. Pelos Amadores de Montemor-o-Novo pegaram Joel Santos à segunda tentativa; e José Maria Cortes à primeira, com uma grande ajuda do cabo António Pena Monteiro. Pelos Amadores de Vila Franca de Xira concretizaram Rodrigo Camilo com uma grande ajuda do futuro cabo Rodrigo Dotti; e Miguel Faria apenas à terceira.

O matador de toiros Daniel Luque mostrou, também na Palha Blanco, o grande momento que atravessa. Com dois toiros exigentes de Falé Filipe, sobraram capacidades e argumentos para contornar as dificuldades de ambos do seu lote. Sobretudo, no último da tarde, quando poucos acreditavam na faena, Luque assumiu o seu estatuto, insistiu, ampliou as investidas do toiro, impôs-se, e mudou o rumo da história, colocando a Palha Blanco rendida a si.

Tardes assim, sem triunfalismo estéreis, mas de seriedade e compromisso são tardes que fazem falta!

FOTO: PEDRO BATALHA

domingo, 9 de agosto de 2026

O ESTADO DA NAÇÃO...

 

Por: Catarina Bexiga

Não sei escrever de glamour. Por isso, não sei escrever sobre o Campo Pequeno… que se tornou o local onde o que mais interessa é “vender” glamour (por parte da empresa) e “passear” glamour (por parte da maioria dos seus frequentadores). Prefiro escrever sobre toureio ou sobre as ideias que, muitas vezes, me inquietam após um espectáculo taurino. Deve ser limitação minha, sentir dificuldade em conviver com tanto glamour junto. Mas, prefiro mesmo o toureio. É ele que me leva às praças!

Por falar em toureio… Nos últimos tempos, o Toureio a Cavalo tem sofrido mudanças significativas. Uma delas – quiçá a mais alarmante – a forma como a grande parte dos nossos cavaleiros toureiam em função do toiro que têm na cabeça e não em função do toiro que têm pela frente. Hoje quer-se impor a mesma lide a todos os toiros - os mesmos terrenos, as mesmas distâncias, a  sorte da moda (ao pitón contrário), etc. – quando muitas vezes o próprio animal pede o contrário. O que castra, de imediato, o interesse da modalidade. Porque cada toiro tem o seu comportamento e a cada um tem que se lhe dar a lide adequada. Chama-se, a isso, toureio!

No entanto, a tendência não está apenas no que atrás menciono; depois – sobretudo através das redes sociais – querem-nos fazer acreditar numa coisa que não aconteceu. E que até os próprios vídeos que publicam revelam às claras!  Quiçá, na tentativa que persuadir os menos conhecedores e menos exigentes; ou mesmo, de colocar em causa (e fazer duvidar) o conhecimento do próprio aficionado que sabe o que é o toureio. Mas lá diz o provérbio, “mais cego que o cego é aquele que não quer ver!”.

Só por descargo de consciência… ontem, houve toiros no Campo Pequeno. Duarte Fernandes tomou a Alternativa das mãos do seu tio Rui Fernandes. E coube ao novato cavaleiro – que se vê sobrado de capacidades – a lide mais interessante da noite; a primeira, com um toiro de Maria Guiomar Cortes de Moura que se mexeu, embora carecesse de transmissão. Diego Ventura esbarrou com o pior lote (de um curro gordo e sem raça) e não se sentiu a gosto; e Rui Fernandes andou animoso. Pegaram os Amadores do Aposento da Moita (com destaque para o valor de António Lopes Cardoso) e os Amadores de Turlock.

Volto a afirmar, escrever de glamour não é para mim…


sábado, 18 de julho de 2026

CAMPO PEQUENO: MORANTE, UM NOME COM SELO!

Por: Catarina Bexiga

Dizem que é o melhor toureiro da história. E eu acredito. O seu conceito rompe protótipos. Em si vemos vários toureiros e várias épocas do toureio. Vemos o melhor de Joselito, Belmonte, Chicuelo, entre outros. José António, Morante de la Puebla, resume a história do toureio. Há quem lhe veja tudo e quem não lhe veja nada. É normal, porque o toureio tem destas coisas. Mas José António tem algo diferente…sobra-lhe (em sentido figurativo) torería. Em todas as expressões, em todos os gestos. Em todo o corpo, há um toureiro. O seu conceito tem feitos sonhar os aficionados. Como aquele 14 de Junho de 2005 em Salamanca – que tive a sorte de ver «in loco» – sobre a qual José António definiu: ¿La faena de su vida? “Puede que sí, ahora mismo no recuerdo una igual. A esta le he puesto el corazón y el alma, y he sentido cosas muy bonitas”; ou como aquele 5 de Abril de 2006 em Sevilla, em que o de La Puebla definiu: "Si no fue la faena soñada, estuvo muy cerquita.". José António é um privilegiado; e nós, aficionados, igual. Porque nascemos e vivemos no seu tempo.

Ontem vimo-lo no Campo Pequeno. Como ele próprio é. No entanto, trazer uma Figura do Toureio a Portugal tem que se lhe diga. As imposições são sempre muitas…e há sempre quem tenha que ceder. Os dois toiros de Álvaro Nuñez, terciados, resenhados para Morante de la Puebla não me surpreenderam. O episódio repete-se quase sempre que uma Figura do Toureio se deixa anunciar no nosso país. Salvo raras excepções. E houve mesmo quem mostrasse o seu descontentamento, mas o ambiente (festivo) fez parecer outra coisa. Não reclamo para o Campo Pequeno, o toiro de Madrid ou Bilbao, mas, o Campo Pequeno merece um toiro com apresentação condizente com a sua categoria. E isso não aconteceu. O certo é que quanto mais importância se dá ao toiro… mais importância terá a obra com ele conseguida. Não tenham dúvidas.

José António, Morante de la Puebla, manteve a chama acesa toda a noite. Toureou à verónica, ao ralenti, rematando com meia, seguido de um quite por chicuelinas, o seu primeiro. Depois começou a faena junto a tábuas com o braço esquerdo apoiado na madeira, com tremendo gosto e imensa torería. Como foi aquele trincherazo imortal.  O toiro revelou-se manso, com tendência para descair para os terrenos de dentro, mas Morante colocou harmonia em tudo o que fez, sobressaindo vários derechazos… que muitas vezes pareceram intermináveis. Com o seu segundo, agitaram-se as bancadas quando pediu para bandarilhar. Todavia, contou mais a intenção, do que os resultados. O toiro de Álvaro Nuñez tinha mais exigências que o anterior, e obrigou a um Morante mais sabedor. Começou a faena de joelhos em terra, com ajudados por alto, para depois ir construindo a faena pouco a pouco, tendo como epilogo uma serie de naturais, com vários muletazos que ficam na retina.

A poucos dias de tomar a alternativa, Tomás Bastos teve uma noite que terminou melhor do que começou. Recebeu o seu primeiro à verónica, seguindo-se um quite por saltilleras. O novilho de La Cercada não lhe colocou as coisas fáceis. Bastos tentou a sorte pelos dois pitóns, mas a falta de raça do inimigo condicionou muito o luzimento do seu labor. Para receber o último colocou-se de joelhos para um farol seguido de verónicas. E o ambiente aqueceu. Pediu também ele para bandarilhar, mostrando que é um tercio que domina com facilidade. O início da faena foi titubeante, até que entendeu o novilho e a faena foi crescendo de interesse. Sobressaíram as últimas series de naturais, largos e com empaque. Terminou a faena por ajustadas bernardinas.

A noite começou com o toureio a cavalo. António Ribeiro Telles rubricou uma actuação dentro do que nos habituou ultimamente. Dos três compridos, destacou-se o terceiro, poderosíssimo. Depois, montado no Alegre, preparou as sortes com classe, com o cavalo a passo, sabendo o que estava a fazer. A serie de curtos teve como ponto alto o terceiro.

Fermín Bohórquez vestiu-se de toureiro, por um dia, para fazer as cortesias no Campo Pequeno. Andou a gosto, sem lhe pesar o regresso, logrando uma actuação vistosa, rematada com dois pares de bandarilhas.

Lidaram-se dois toiros de Murteira Grave fáceis, tendo o segundo proporcionado a chamada do do ganadero à arena. Prémio que me pareceu excessivo.

Pelos Amadores de Santarém pegaram Francisco Graciosa à primeira tentativa e Salvador Ribeiro de Almeida à segunda.

No inicio, o compositor António  Catalão Labreca entregou a Morante de la Puebla a partitura com o pasodoble que lhe dedicou e que foi escutado durante uma das suas faenas.

A predisposição para ver o diestro de La Puebla foi a mesma toda a noite. Porque se a lotação do Campo Pequeno esgotou quatro dias antes foi graças a ele. E no fim, o esperado: Morante em ombros pela porta grande do Campo Pequeno!

FOTO: PEDRO BATALHA

terça-feira, 7 de julho de 2026

VILA FRANCA: UM REGRESSO QUE CRIOU EXPECTATIVAS!

Por: Catarina Bexiga

É sempre um Domingo diferente. Este foi o Colete Encarnado mais quente dos últimos tempos. Temperaturas a rondar os 40 graus, um sol que fazia brilhar ainda mais cada colete encarnado vestido, um calor que os heróis da lezíria já estão habituados a suportar. A Festa é deles. Dos campinos!

E foi um Domingo diferente também por outros motivos. Voltou João Salgueiro às arenas. Um regresso envolto em mistério e expectativas, que mexeu com os aficionados. De um toureiro com quase 60 anos de idade, com cabelos brancos, que aceitou retornar à actividade, e logo, na Palha Blanco, com o peso que isso acarreta: assumindo a exigência do seu público, com dois toiros quase cinqueños, e sem cavalos “toureados em praça”… Tenho que lhe reconhecer mérito!

O público estava predisposto a receber João Salgueiro. Não sabia o que esperava. Mas sabia que tudo podia acontecer. O primeiro toiro de Condessa de Sobral acabou em tábuas, depois de Salgueiro sentir dificuldades em deixar a ferragem da ordem. Um aviso e dois curtos apenas no toiro. O publico respeitou o cavaleiro e adiou a sua expectativa para o seguinte. Mas Salgueiro não desmoralizou e no segundo do seu lote, que serviu para o cavaleiro colocar em prática o seu conceito – sendo exagerada, do meu ponto de vista, a chamada do maioral – saciou os seus seguidores. Citou de largo, meteu-se com o toiro, no primeiro e terceiro “tocou” no pitón contrário, no segundo curto foi mais verdadeiro, mas com três ferros apenas deixou a Palha Blanco em delírio.

João Moura Jr. assinou duas actuações muito idênticas em conteúdo e resultados. Com um conceito modernista do toureio a cavalo, mas, sem dúvida, com atitude na sua postura e seguro dos seus intentos. As mesmas distâncias, a mesma forma de abordar o toiro, sempre com inflexões ao pitón contrário. Um conceito que de tão controlado e mecanizado, se torna, muitas vezes, repetitivo. O seu segundo toiro teve raça, investiu com alegria e foi o melhor dos lidados a cavalo. Merecida a chamada à arena do ganadero e maioral.

Tarde triunfal para os Amadores de Vila Franca de Xira. Pegaram Guilherme Dotti, Miguel Faria, Rodrigo Andrade, superiormente ajudado por Diogo Duarte, e Rodrigo Camilo. Todos à primeira tentativa, numa prova de firmeza e coesão do grupo.

O matador de toiros Borja Jiménez veio a Vila Franca reafirmar o seu bom momento, e as suas grandes capacidades. De capote apenas teve oportunidade de se luzir no segundo. Ao seu primeiro de Condessa de Sobral faltou fundo e ao segundo raça; mas o diestro de Espartinas esteve seguro, insistente, construindo duas faenas em que aproveitou tudo o que os toiros levavam para dar. Houve muletazos largos, poderosos, de mão baixa… e a fazer soar os olés na Palha Blanco.

Bandarilharam superiormente o espanhol Juan Carlos Rey e o português João Ferreira, ambos saudando de montera na mão.

Mais um Domingo de Colete Encarnado… mas este com um sabor diferente!

FOTO: PEDRO BATALHA

domingo, 14 de junho de 2026

REGUENGOS DE MONSARAZ: HÁ UM NOVO ROUXINOL NAS ARENAS!

Por: Catarina Bexiga

Acredito que para Luís Rouxinol tenha sido um dia carregado de emoções fortes; pois, na temporada que antecede a da sua despedida das arenas, após 40 anos de Alternativa, ainda tem o privilégio de assistir ao debute de mais um filho toureiro. Só ele saberá o que levava na cabeça e transportava no coração. Sensações únicas e, com toda a certeza, um dia que jamais esquecerá. Ontem, o Simão Vicente partilhou as cortesias com o seu pai e com o seu irmão, junto com António Telles pai e filho; figura franzina e rosto sério, um misto de acanhamento e responsabilidade, que com o passar do tempo se foi transformando em confiança e optimismo. Após as quatro primeiras actuações, o Simão saiu à arena para concretizar um sonho, brindado a lide ao público e, a título póstumo, ao seu avô, Alfredo Rouxinol, o patriarca da família Rouxinol. Os compridos ajudaram a “medir” o Passanha (reservadote) e a “sentir” o público (que muito o acarinhou), mas também a descontrair; para depois ir buscar a “Nazaré” e revelar-se como toureiro. Teve à vontade dentro da praça quis fazer as coisas bem feitas e cravou quatro curtos de excelente nota. Promissora estreia… e é caso para afirmar: Há um novo Rouxinol nas arenas!

O curro de Vale Sorraia, bem-apresentado e com a sua particular pelagem cardena, saiu díspar de comportamento. O primeiro, foi um toiro fácil; o segundo, mais reservado; o terceiro, voluntarioso; o quarto, manso com querença nas tábuas; o quinto (para a lide a duo, Telles pai e filho) outro toiro manso, mas este complicado; e o sexto (para a lide a duo de Rouxinol pai e filho) colaborador.

De regresso a Reguengos de Monsaraz, António Ribeiro Telles assinou uma actuação que subiu de tom na serie de curtos. Montado no “Alegre”, sentiu-se toureiro, deu gosto vê-lo lidar e os cinco curtos que cravou tiveram a sua chancela. No quarto mostrou-se muito no cite, em tom provocatório, cobrando um grande ferro.

Em tarde de muito significado, as melhores recordações de Luís Rouxinol recaíram nas actuações dos seus dois filhos, pois teve motivos para ficar orgulhoso de ambos. Com o seu toiro andou esforçado, mas sem possibilidade de luzimento.

Luís Rouxinol Jr. voltou a dar nas vistas, de saída, com o “Picasso”, sobretudo pela forma como se superou no segundo comprido, poderosíssimo. Depois, para os curtos, apostou no “Jamaica” e a lide foi em crescendo, procurando dar primazia de investida ao toiro e cravando três grandes ferros curtos.

António Telles filho teve que andar laborioso para conseguir deixar a ferragem da ordem. Não teve fortuna no sorteio, e apesar da disposição, os resultados também demoraram a aparecer.

A duo, António Telles e António Telles filho tiveram uma actuação movimentada; e Luís Rouxinol pai e filho, encerraram a tarde/noite com uma actuação com sabor a êxito popular.

Pelos Amadores de S. Manços, João Amador dobrou Martim Moreno, sendo superiormente ajudado, seguindo-se Rodrigo Grilo à primeira. Pelos Amadores do México concretizaram Alejandro Batista à terceira e o cabo René Tirado à primeira. Pelos Amadores de Monsaraz foram caras André Claudino à segunda e Miguel Valadas à primeira. O novilho de Passanha foi pegado pelos três grupos, sendo cara Manuel Valadas, dos Amadores de S. Manços, que dobrou Afonso Amador.

De Parabéns está a Reguengos Afición por todos os trabalhos de melhoramento que têm feito na praça de toiros “José Mestre Batista”; agora também com novos curros. Um exemplo a seguir.

FOTO: PEDRO BATALHA

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