Por: Catarina Bexiga
O Toureio a
Cavalo actual precisa de sinceridade. Daí, a surpresa causada por parte do
cavaleiro Parreirita Cigano, ontem, na praça de toiros do Cartaxo. Logo de
saída, marcou a diferença, porque fez uma coisa cada vez mais rara de se ver. Em
ambos os toiros, parou-se e mostrou-se no cite, montado no “Salpique”,
desenhando depois a sorte. Os ferros não foram todos perfeitos, mas as boas
intenções estiveram presentes. No seu primeiro toiro começou com dois quiebros,
mas como os resultados ficaram aquém do esperado, teve discernimento para mudar
de estratégia. E ainda bem que o fez. A restante actuação ganhou novos voos com
o “Jogral”, simplesmente, porque abordou o toiro com sinceridade, pisou os
terrenos da verdade, ficando com o adversário debaixo do braço no momento da
reunião. No segundo toiro manteve o mesmo registo e as mesmas boas intenções.
Sem “lições” estudadas, manteve a autenticidade, e quer com o “Lisboa” quer com
o “Maravilha”, voltou a cravar um “punhado” de bons de ferros. Ficou provado
que, com sinceridade, o caminho pode ser outro…
De Toureio a
Cavalo tudo o resto que se viu soube a pouco. Luís Rouxinol teve uma tarde
discreta. Por outro lado, Joaquim Brito Paes sentiu dificuldades em se afirmar.
A ganadaria
do Eng. Jorge de Carvalho foi repetida depois do êxito, nesta mesma data, há um
ano atrás. Não tão completo como o anterior, mas o curro da divisa arrudense
voltou a ter mobilidade, cumprindo na generalidade, quiçá o terceiro e quarto
mais reservadotes.
Pelos
Amadores de Coimbra pegaram Bruno Monteiro à primeira tentativa e Henrique Flório
à quinta. Pelos Amadores de Arruda dos Vinhos concretizaram Tiago Pombo à
primeira e Rodrigo Gonçalves à terceira. Pelos Amadores do Cartaxo foram caras
Bernardo Sá à primeira e Tiago Fonseca à segunda.
No intervalo
foi homenageado o campino José “Mimoso”.
FOTO: SÓNIA CAJADA
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